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Fotos do maior cajueiro do mundo


Estado do Piauí : Impavidum Ferient Ruinae
(Ferido e impávido em meio às ruínas) : : piauiense
Localização do Piauí no Brasil
 -  - , , , e  - 6  - 19  - Teresina.PNG   -  ()  -  ()  - 10  - 30  - ()
()
()    - Total 251 577,738  () 2015  - 3 204 028 hab. ()  - 12,74 hab./km² () 2014  - R$ 37,723 bilhões ()  - R$ 11 808,08 () 2010/2015  - (2015) 70,9 anos ()  - (2015) 19,7‰ nasc. ()  - (2010) 78,9% ()  - (2010) 0,646 () –  UTC−03:00 tropical e semiárido Cód. ISO 3166-2
Mapa do Piauí

O Piauí é uma das 27 . Localiza-se no noroeste da . Limita-se com cinco estados: e a leste, a sul e sudeste, a sudoeste e a oeste. Delimitado pelo ao norte, o Piauí tem o menor , com 66 km. Sua área é de 251 577,738 km², sendo pouco maior que o , e tem uma população de 3.194,718 habitantes.

A e do Piauí é . Está dividido em 4 e 15 , divididos em 224 municípios. Outros municípios com população superior a cinquenta mil habitantes são: , , , e . Tem um moderado e a regularidade da é superior a 53% inferiores aos 300m. , , , e são os mais importantes e todos eles pertencem à . Possui clima e .

As principais do estado são a (, , de ), a (, , , ) e a . A região do Piauí começou a ser povoada pelos colonizadores europeus no século XVII, desde o interior, na época em que os vaqueiros, que vieram principalmente da Bahia, têm chegado à procura de pastos. Em 1718, o território, até então pertencente à Bahia, passou a fazer parte do Maranhão. Em 1811, o príncipe , cinco anos antes de ser coroado , elevou o Piauí à categoria de .

Depois que o , em 1822, as tropas com fidelidade a ocuparam a cidade de ; as adesões foram recebidas pelo grupo, mas os acabaram por derrotar os em 1823. Certos anos após a batalha, por movimentos revoltosos, como a e a , o Piauí também foi atingido. Em , o governo provincial transferiu a capital de para , desde então o estado começou a crescer economicamente. Desde a , foi apresentado pelo estado que o terreno político tornou-se tranquilo, mas foi muito difícil que o Piauí se e .

Índice

O topônimo "Piauí" vem da , na qual significa "rio das ".

Pré-História[ | ]

No Piauí, há vestígios da presença do homem que datam de há até 50000 anos. Estes estão presentes no , na e em . O Parque Nacional da Serra da Capivara é, sem dúvida, o mais importante. Lá, foram encontradas a cerâmica mais velha da América, um bloco de tinta de 10 000 anos, fósseis humanos e animais, pinturas rupestres e outros artefatos antigos. Os achados estão no .

A Serra da Capivara foi descoberta por caçadores nas proximidades da cidade-sede: , os quais, sem saber de que se tratavam as pinturas rupestres, chamaram o prefeito que, surpreso, tirou fotos. Seis anos depois, em uma conferência em , o mesmo prefeito, por coincidência, encontrou e mostrou as fotos à pesquisadora. Esta tanto se interessou, que a levou a se mudar para a Serra, onde ainda reside, fazendo pesquisas.

O "homem de Pedra Furada" viveu há cerca de 40 mil atrás (paleoíndio) na região onde hoje é o Piauí, e lá caçava e acendia fogueiras.

Economia do Piauí antes da Independência[ | ]

Antes da independência do Piauí de Portugal, a sua economia se baseava na criação de gado, no cultivo do algodão, que era considerado o melhor do Brasil, na cana-de-açúcar, no fumo, entre outros. A foi criada em , desmembrando-se da , sendo uma capitania do . Em de torna-se uma , que viria a ser o atual estado de Piauí com a em 1889.

Independência de Portugal[ | ]

(1761): Mapa do Piauí Colonial. Digno de nota as vilas, as fazendas de gado e as áreas ocupadas pelos índios: , , , , , e . Imagem de 1758 de , primeira capital do estado.

Com a em 7 de setembro de 1822, algumas continuaram como colônias portuguesas, dentre elas, o Piauí.

Com medo de perder a província do Piauí, a coroa portuguesa mandou a , que era a capital da província, o brigadeiro , que comandava uma tropa militar, a fim de manter o Piauí como colônia portuguesa. Em 19 de outubro de 1822, a Câmara Provincial de Parnaíba declarou a independência de Parnaíba. Para conter os revoltosos, Fidié e sua tropa militar foram a Parnaíba, onde ficaram por quase dois meses e depois voltaram a Oeiras.

Na volta para a capital, ao passar por Piracuruca, viram que a cidade estava deserta. Isso serviu de sinal para o que aconteceu mais adiante: em Campo Maior, nas proximidades do Riacho do Jenipapo, houve um confronto entre portugueses e piauienses, no qual os portugueses possuíam armas avançadas, munição e alimento garantido, enquanto os piauienses tinham apenas equipamentos rudimentares.

Essa batalha foi chamada de . Com o fim desta, os piauienses que sobreviveram roubaram toda a munição e alimento dos portugueses que, desesperados, foram para União e, de lá para Caxias, no , onde foram presos por . Fidié ficou preso em Oeiras por três meses. De lá, foi mandado ao Rio de Janeiro e, depois, a Lisboa.

Colonização[ | ]

No começo do século XVII, fazendeiros da região do procuravam expandir suas criações de gado. Os vaqueiros, vindos principalmente da , chegaram procurando pastos e passaram a ocupar as terras ao lado do rio Gurgueia. Em 1718, o território, até então sob a jurisdição da Bahia, passou para a do . O capitão , ou capitão Domingos Sertão, como era conhecido, foi um dos sesmeiros que ocuparam essas terras; possuía trinta fazendas de gado e foi o mais alto colonizador da região, doando suas fazendas — após sua morte — aos padres jesuítas da .

A contribuição dos padres jesuítas foi decisiva, principalmente no desenvolvimento da pecuária, que, em meados do século XVIII, atingiu seu auge. A região Nordeste, o Maranhão e as províncias do sul eram abastecidas pelos rebanhos originários do Piauí até a expulsão dos jesuítas (período pombalino), quando as fazendas foram incorporadas à Coroa e entraram em declínio. Quanto à colonização, esta se deu do interior para o litoral.

Após a independência do Brasil em 1822, algumas províncias continuaram sobre o poder de Portugal (entre essas, o Piauí). Portugal, com medo de perder essa província, mandou, de Oeiras à cidade de , tropas portuguesas; o grupo recebeu adesões, mas acabou derrotado em 1823, por ocasião da , onde piauienses lutaram contra os portugueses com armas brancas em . A tropa de Fidié, capitão da tropa portuguesa, saiu enfraquecida e este acabou por ser preso em Caxias, no Maranhão. Alguns anos depois, movimentos revoltosos, como a e a , atingiram também o Piauí.

Em 1852, a capital foi transferida de para , tendo início um período de crescimento econômico. A partir da proclamação da república brasileira (1889), o estado apresentou tranquilidade no terreno político, mas grandes dificuldades na área econômico-social.

A cidade de recebeu, a partir de 1889 um influxo migratório da que durou mais de cem anos, de modo que essa etnia se faz assaz presente naquela cidade.

Em 1880, em troca do município de , a então Província do Ceará cedeu ao Piauí a cidade de Luís Correa, possibilitando ao estado a tão almejada saída para o mar.

A transferência da capital[ | ]

A ideia da transferência da capital do Piauí de Oeiras remonta aos períodos coloniais. Já no século XVIII, quando a capitania do Piauí adquiriu a sua independência do Maranhão, Fernando Antônio de Noronha, então governador da capitania do Piauí, propôs ao rei de Portugal a transferência da capital, alegando que Oeiras era uma terra seca e estéril, imprópria para a agricultura e de difícil comunicação com as outras partes da colônia.

Durante anos, sempre foram citadas as povoações de Parnaíba, vila ao litoral de intenso comércio e a vila do Poti, às margens do rio Parnaíba, que convivia problemas com as cheias dos rios, mas que, por localizar-se no interior, poderia integrar o estado através da navegação pelo rio Parnaíba.

No governo de José Idelfonso de Sousa Ramos, foi votada e sancionada a lei nº174, de 27 de agosto de 1844, que autorizava a mudança da capital, não para a vila de Parnaíba ou para a vila do Poti, localidades sempre lembradas, mas para a margem do rio Parnaíba na foz do rio Mulato, devendo a nova cidade receber o nome de Regeneração. Quando, em 23 de julho de 1850, , fundador de , fora nomeado governador da Província do Piauí, o assunto da transferência da capital estava em plena efervescência. Logo após assumir, Saraiva recebeu uma delegação das vilas de , e com um grande número de assinaturas reivindicando a mudança da capital para Parnaíba.

Diante dessa situação, o novo governador procurou estudar o assunto com profundidade. Nas suas pesquisas, constatou que muitas eram as sugestões para se edificar uma nova capital às margens do .

Em manobra audaciosa, Antônio Saraiva, em 1852, decidiu pela transferência para a vila do Poti com a condição de que uma nova sede fosse construída em local a salvo das enchentes que assolavam a vila. Graças ao empenho da população local, o projeto pôde se concretizar e, em 16 de agosto de 1852, foi instituída a nova capital da Província do Piauí, com o nome de Teresina em homenagem à de Bourbon. Rapidamente, todo o império foi informado da nova capital.

Uma das curiosidades que envolvem a transferência da capital é que, além da mudança de cidade, havia o projeto de navegabilidade do rio Parnaíba, em que buscava-se dinamizar a economia do estado, que ainda encontrava-se em sistema semelhante ao . Outro ponto que merece destaque é que a capital só começou a se desenvolver quando, no Piauí, começou a se desenvolver o , principalmente do e da .

A no Piauí[ | ]

Foi em 1926 a passagem pelo Piauí do movimento político-militar de origem tenentista chamado Coluna Prestes. A Coluna foi uma marcha pelo interior do Brasil em defesa de reformas políticas e sociais e contra a conjuntura desigual da . Cerca de 1 200 homens, chefiados por , e , percorreram, durante 29 meses, 25 000 quilômetros nos estados de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. Ao final de 1926, com mais da metade dos combatentes atacados pelo e sem poder continuar a luta, a Coluna procurou asilo na Bolívia.

A invencibilidade da Coluna Prestes contribuiu para o prestígio político do e reforçou as críticas às oligarquias. Sua atuação ajudou a abalar os alicerces da República Velha, a preparar a e a afirmar a liderança nacional de .

A Coluna Prestes esteve presente duas vezes no estado, sendo recepcionada de diferentes maneiras. Em , o movimento foi recebido com festa pelos comerciantes descendentes de árabes e com pavor pela população local. Segundos relatos, a cidade praticamente ficou deserta e houve saques inclusive aos cofres da prefeitura.

Na capital, Teresina, a passagem da Coluna Prestes deixou rastro de pavor e o pânico tomou conta da população. Segundo historiadores, o então governador tentou, sem sucesso, impedir a entrada na capital através da construção de um canal ligando os rios Poti e Parnaíba. Dentre os fatos mais importantes da passagem do movimento pela capital, vale destacar a prisão de Juarez Távora. Este não foi "justiçado", isto é, não sofreu violência por conta da atuação dos oficiais do Exército brasileiro, que comandavam as tropas legalistas, chefiadas pelo tenente Jacob Manuel Gayoso e Almendra.

Relevo[ | ]

O relevo piauiense abrange planícies litorâneas e aluvionares, nas faixas das margens do e de seus afluentes, que permeiam a parte central e norte do estado. Ao longo das fronteiras com o Ceará, Pernambuco e Bahia, nas chapadas de e do , a leste e da Tabatinga e das , ao sul, encontram-se as maiores altitudes da região, situadas em torno de novecentos metros de altitude. Entre essas zonas elevadas e o curso dos rios que permeiam o estado, como, por exemplo, o , o , o e o , encontram-se formações tabulares, contornadas por escarpas íngremes, resultantes da áreas erosivas das águas.

Hidrografia[ | ]

Enquanto quase todos os estados do oriental contam com apenas um rio perene, o , com aproximadamente 1 800 quilômetros dentro de seus territórios, o Piauí conta com o e com alguns de seus afluentes, entre eles o e o , que, somando-se seus cursos permanentes, ultrapassam 2 600 km de extensão. O estado conta ainda com de notável expressão, tais como a de , Buriti e , que vêm sendo aproveitadas em projetos de irrigação e abastecimento de água na região.

A perenidade dos rios piauienses, entretanto, encontra-se ameaçada. Os rios sofrem intenso processo de assoreamento, sempre crescente, em decorrência do desmatamento acentuado que ocorre no estado, principalmente nas nascentes e nas margens dos rios. O estado encontra-se com 82,5% de seu território dentro do , segundo dados da (FAO).

Vegetação[ | ]

Predominam quatro classes de vegetação: , , e a .

  • : tem sua ocorrência em ambientes de clima tropical semiárido. Os vegetais da caatinga apresentam adaptações a esse ambiente. Têm folhas grossas e pequenas, muitas delas com forma de espinhos, que perdem pouca água pela transpiração. Registrada principalmente no sul e sudeste do estado; é composta por cactáceas, bromélias, arbustos e árvores de pequeno até grande porte em áreas brejosas.
  • : estende-se nas porções sudoeste e norte do estado; apresenta arbustos, árvores e galhos retorcidas, folhas grandes, casca grossa, raízes profundas e algumas gramíneas, cactos, bromélias e ervas cobrindo o solo. Encontra-se no sul, sudoeste e da região central ao leste.
  • : ocorre da foz do rio Canindé no médio Parnaíba até o baixo Parnaíba, além de outra extensão no vale do rio Gurgueia, é mista com a floresta de palmáceas principalmente acompanhado o rio Parnaíba; espécies ocorrentes carnaúba, babaçu, buriti, macaúba, tucum, pati e outras. Essas palmeiras podem ser encontradas no cerrado. Quanto aos vegetais lenhosos a variedade é impressionante desde pequenas ervas e arbustos de alguns centímetros á árvores de grande porte com mais de 20 a 30 metros, no período seco algumas plantas perdem as folhas e outras se mantém verdes o ano todo; espécies ocorrentes angico branco, jatobá, cedro, ipê-roxo, pau-d'arco-amarelo, ipê-amarelo, tamboril, gonçalo alves, violeta, sapucaia, sapucarana, louro-pardo, aroeira, cajazeira, guaianã, oiti, caneleiro, burra-leiteira, chichá, açoita cavalos, moreira, azeitona, , algodão bravo, podoí, pau de rato, juazeiro, tuturubá, mutambá, goiaba, quabiraba entre outras.
  • Palmeira de carnaúba em Campo Maior : vegetação predominante entre a e a , onde predominam as palmeiras ora mescladas pela floresta estacional semidecidual ora em agrupamentos quase puros, ocorrem preferencialmente em baixadas onde o lençol freático e mais raso , mantêm-se sempre verdes todo o ano e produzem muitos frutos tanto para o extrativismo das populações locais como para fauna silvestre. predomina nos estados do Maranhão, Piauí, ceará e norte do Tocantins. No Piauí, predominam as palmeiras babaçu, carnaúba, buriti, tucum, macaúba, patizeiro além de muitas outras.

Clima[ | ]

Duas tipologias climáticas ocorrem no estado. A primeira, classificada por como tropical quente e úmido (Aw); domina a maior parte do território variando entre 25 e 27 °C. As chuvas na área de ocorrência deste clima também são variáveis. Ao sul, indicam cerca de 700mm anuais, mais ao norte a pluviosidade aumenta, atingindo índices próximos a 1.200mm/ano.

O segundo tipo de clima predomina na porção sudeste do estado, sendo classificado como semiárido quente (Bsh). As chuvas ocorrem durante o verão, distribuindo-se irregularmente, alcançando índices de 600mm/ano; pela baixa pluviosidade, a estação seca é prolongada (oito meses mais ou menos) sendo mais drástica no centro da Serra da Ibiapaba. As temperaturas giram na casa dos 24 a 40 °C, tendo seus invernos secos.

Municípios mais populosos[ | ]

Composição étnica[ | ]

Fonte: (dados obtidos por meio de pesquisa de autodeclaração).

Religião[ | ]

A população do Piauí é majoritariamente . Segundo o , é o estado com a menor proporção de , e maior proporção de do país.

  1. - 85,1%
  2. - 9,7%
  3. - 3,4%
  4. - 0,3%
  5. Outros - 1,4%

O estado do Piauí, assim como em uma , é governado por três poderes, o , representado pelo , o , representado pela , e o , representado pelo e outros tribunais e juízes. Além dos , o estado também permite a participação popular nas decisões do governo através de e . A atual foi promulgada em 1988, acrescida das alterações resultantes de posteriores .

O piauiense está centralizado no , que é eleito em e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato. O atual governador é , do (PT). Ele reelegeu-se em vencendo a disputa em primeiro turno contra seu principal adversário e ex-aliado, o então senador . Em 2010, ele renunciou ao cargo em 1 de abril, com a intenção de se candidatar ao Senado, sendo substituído pelo vice , de quem se afastaria após as eleições de 2012 quando perdeu a eleição para prefeito de . Em foi eleito para o seu terceiro mandato como governador.

O estadual é , constituído pela Assembleia Legislativa do Estado do Piauí, localizada em Teresina. Ela é constituída por 24 , que são eleitos a cada quatro anos. No , a representação piauiense é de três senadores e dez deputados federais.

O tem a função de julgar, conforme leis criadas pelo legislativo e regras constitucionais brasileiras, sendo composto por , e . Atualmente, a maior corte do Poder Judiciário paulista é o Tribunal de Justiça do Piauí.

Símbolos[ | ]

A bandeira do Piauí foi adotada oficialmente através da e alterada posteriormente pela . Possui as mesmas cores da , o amarelo representa a riqueza mineral e o verde a esperança.

Inscrito dentro do retângulo azul, abaixo da estrela branca, está "13 DE MARÇO DE 1823", dia da Batalha do Jenipapo, que foi introduzida na alteração de 2005. O brasão do estado do Piauí foi adotado através da lei 1050, promulgada em de .

O Piauí é dividido em quatro e quinze .

Mesorregiões[ | ]

Microrregiões[ | ]

Exportações do Piauí - (2012)

A economia do estado é baseada no setor de serviços (), na (química, têxtil, de bebidas), na (, , , , ) e na extensiva. Ainda merecem destaque a produção de mel, o caju e o setor terciário em e produção de biodiesel através da mamona em .[carece de fontes?] Sua pauta de exportação se baseou, em 2012, em Soja (64,55%), Ceras (20,82%), Algodão Cru (4,73%), Mel (2,00%) e Alcaloides Vegetais (1,82%).

No setor de mineração, a está em operação no município de , onde foi encontrada a segunda maior reserva de níquel do maior reserva de níquel do de pesquisa para verificar a viabilidade de exploração de petróleo e gás natural ao longo do Rio Parnaíba, provavelmente, em Floriano. No tocante à industrialização, ressalta-se a multinacional , instalada em Uruçuí para exploração da soja e da empresa de cimento Nassau, em , onde se obtém matéria-prima para sua produção.[?] Diversos estudos geológicos demonstram a existência de potencial bastante promissor de exploração mineral. Entre as ocorrências de maior interesse econômico, encontram-se o , o , as gemas, a , o , o talco e a vermiculita. Vale ressaltar que o Piauí á dotado de grandes reservas de subterrâneas artesianas e possui a segunda maior jazida de níquel do , localizada no município de . Ainda em 2009 foi anunciada a descoberta de uma grande jazida de ferro no município de , sendo esta a segunda maior jazida de ferro do mundo. Ferro este que a companhia siderúrgica brasileira tem muito interesse.[?]

A foi a primeira atividade desenvolvida no , fazendo parte de sua tradição histórica. O e os costumes regionais derivam em grande parte da atividade pastoril. Entre os rebanhos, destacam-se os , , ,ovinos e asininos. A , por sua capacidade de adaptação a condições climáticas inóspitas, tem sido incentivada pelo , proporcionando meio de vida a significantes parcelas da população carente, principalmente nas regiões de e Alto Piauí. No Sul do estado algumas fazendas estão investindo bastante na qualidade genética do rebanho. Podemos citar a cidade de Corrente no sul do estado que possui fazendas com um rebanho de alta qualidade genética, e em São Raimundo Nonato onde a família Paes Ribeiro tem a maior criação de gado.[?]

A agricultura no Piauí desenvolveu-se paralelamente à , como atividade quase que exclusivamente de subsistência. Posteriormente, adquiriu maior caráter comercial, embora de forma lenta e insuficiente para abastecer o crescente interno do Estado. Entre as culturas tradicionais temporárias sobressaem-se o , o , o , a , o herbáceo, a e a . Entre as culturas permanentes, destacam-se a , a , e o algodão. A agricultura é forte em (manga) e (cana-de-açúcar). Há previsão da construção de um porto seco em Teresina e, também, da construção de oito novas usinas hidrelétricas no Piauí, para tornar possível a navegação do Rio Parnaíba e gerar mais energia elétrica. Ocorre principalmente nos vales úmidos, onde predominam as matas de babaçu e carnaúba. Estudos de laboratório sobre a demonstraram ser possível a elevado do nível tecnológico de seu aproveitamento, sendo a o derivado de maior potencial para viabilizar a exploração dessa imensa riqueza natural do Estado. A castanha de deixou de ser um produto extrativo para se constituir numa cultura desenvolvida em grande escala.[?] O Piauí tem intensificado investimentos em sua agricultura que esta se mecanizando. No sul do estado cidades como Urucuí, Bom Jesus e Ribeiro Gonçalves produzem soja, sorgo, milho e algodão para exportação. O estado é o terceiro maior produtor de grãos do nordeste, devido aos seus cerrados.[?]

Um estudo sistêmico realizado no estado confirmou a existência de gás natural em 34 municípios: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , e , são os municípios onde foi possível encontrar a fonte de energia. Mais de 100 empresas já estão inscritas no processo de licitação, que será realizado nos dias 14 e 15 de maio. A expectativa é de que o contrato seja assinado até agosto deste ano e que a exploração do ocorra até no máximo outubro, isso dará um lucro de mais de 3 Bilhões para o estado.[?]

Turismo[ | ]

Praia Pedra do Sal, 15 km de Parnaíba

A capital, dita "A Rainha do Nordeste", é a única capital nordestina fora do litoral, porém com muitas belezas a serem descobertas para quem chega ao estado do Piauí. Fundada no ano de 1852, foi a primeira capital planejada no Brasil, conhecida como Mesopotâmia do Nordeste por se encontrar entre dois grandes rios. A cidade é muito bem projetada e arborizada, conhecida como 'Cidade Verde'. O turista encontra no centro de Teresina antigos casarões históricos. Na cidade, também há o Encontros dos Rios, o , Polo Cerâmico do Poty Velho, Central de Artesanato, Ponte Estaiada, , Balneário Curva São Paulo e uma vasta culinária típica que vai da Maria Isabel, passando pelo capote até o caranguejo e a famosa . Teresina é também o principal portão de entrada para quem deseja conhecer as belezas naturais do Piauí.[?]

No norte do estado o turismo apresenta-se mais forte por conta do litoral com as suas belas praias e o . As praias do Piauí atraem turistas do mundo inteiro e principalmente esportistas que aproveitam os fortes ventos da região para a prática de kitesurf e esportes similares. Os principais municípios do litoral do estado são e . O litoral do Piauí tem 66 km de extensão,sendo o estado brasileiro com o menos litoral, e é marcado por externas e ensolaradas praias, cercadas de dunas de areia branca e de lagoas de água doce. O delta do Parnaíba despeja suas águas no atlântico, abrindo um grandioso delta com cerca de 90 ilhas.[?]

Na região centro-norte encontra-se o , onde nos primeiros semestres de cada ano a abundância das quedas d'água proporcionam uma paisagem de imensa beleza conhecida como as "Cataratas do Iguaçu piauienses". Também na região centro-norte do estado encontra-se . Destaca-se ainda, a realização do Festival de Inverno de Pedro II desde 2005. Por ter o clima de montanha, a Suíça Piauiense como é conhecida a cidade de Pedro II são realizadas shows com artistas do blues e do Jazz conhecidos nacionalmente e até internacional. Com jazidas de Opalas (pedra preciosa) o mirante do Gritador (localizada na Serra dos Matões com altitude de 700m), casarões coloniais, trilhas com cachoeiras e artesanatos são atrativos que fazem do Festival de Inverno de Pedro II, um dos maiores eventos do Estado do Piauí.[?]

No sul do estado o forte são os parques nacionais, onde há os mais importantes sítios arqueológicos do Brasil, o , onde numa belíssima paisagem de fauna e flora selvagens há inúmeros vestígios do homem da pré-história e onde fica o Museu do Homem Americano. O parque atrai turistas do mundo inteiro que ficam fascinados com a beleza, magia e mistérios da região. Também há o e o , este último ainda não liberado a visitações.[?]

Transportes[ | ]

O foi criado no dia 15 de agosto de 1989, com o objetivo de implantar um transporte de alta capacidade para o aglomerado urbano da . Os trens são novos e cada um tem capacidade para transportar 800 pessoas. O fluxo médio de movimentação poderá chegar a 30 mil passageiros por dia em 2010, e cada trem possui uma central de ar-condicionado que garante comodidade e conforto aos passageiros. O Metrô de Teresina possui hoje nove estações, e há projetos de implantação de mais duas em 2010. Uma será no bairro São João e a outra na Piçarra. Há planos de se ampliar a extensão do metrô para atender um número cada vez maior de pessoas.[?]

A é responsável pela ligação entre o Piauí e o , sendo utilizada principalmente para o transporte de combustíveis para a capital piauiense, além de movimentar cimento, contêiners e ferro-gusa. A transporta , produtos siderúrgicos, cimento, coque, farinha de trigo e minério entre essas cidades.

O está localizado no litoral piauiense no município de , a 350 km de , capital do Piauí. O aeroporto já operou voos regionais e nacionais além de receber voos da (Internacionais). Atualmente (2015) o aeroporto de Parnaíba possui voos regulares operados pela empresa . É localizado em uma área privilegiada, próximo aos municípios de e , ambos no , ao Delta do , no Piauí, e dos no , o aeroporto pode ser usado como a porta de entrada para uma região em que o turismo tende a crescer. O terminal de passageiros é inspirado na arquitetura modernista do , no . A pista de pouso e decolagem, com 2,5 mil metros de comprimento, está preparada para receber voos internacionais, fretados ou regulares. A Infraero estuda agora dotar o aeroporto da mais moderna infraestrutura aeroportuária. Nos próximos anos deverão ser realizados investimentos para melhorias no terminal de passageiros, pista, pátio de aeronaves e auxílio à navegação aérea. Com a consolidação de mais uma porta de entrada para o Nordeste, a tendência é atrair turistas e impulsionar a economia da região. Empresas aéreas demonstraram interessem em operar rotas regulares e os operadores em atrair voos fretados internacionais para o aeroporto. Esta é mais uma opção na moderna aeroportuária do , que conta com 15 portas de entrada administradas pela Infraero, das quais seis são aeroportos internacionais.[?]

O (código ICAO:SBTE/código IATA:THE) foi inaugurado em 30 de setembro de 1967. Administrado pelo então , o aeroporto foi construído ao norte da capital, numa região situada entre os rios poty e parnaíba. Em fevereiro de 1975, através da Portaria nº 102/GM5, de de , o aeroporto, com exceção da atividade de navegação aérea, passou a ser administrado pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária - . Está localizado a cerca de 350 km da costa, sendo o único aeroporto das capitais nordestinas situado fora da área litorânea. Sua localização entretanto, do ponto de vista operacional, tem grande importância estratégica, pois torna-se um aeroporto de ligação das capitais nordestinas com o norte do país. O Aeroporto de Teresina dista três quilômetros e meio do centro da cidade, um percurso de aproximadamente dez minutos de carro. Sua altitude é 67 metros acima do nível do mar, e a temperatura média no entorno aeroportuário é de 30,9 °C. As principais companhias aéreas do país operam em Teresina, como a , e a . Embora grande parte da população teresinense o denomine Aeroporto Santos Dumont, sua denominação oficial era Aeroporto de Teresina, alterada no ano de 2000 para Aeroporto de Teresina/Senador Petrônio Portella, de acordo com a lei nº 9.942, de 22 de dezembro de 1999, em homenagem ao ilustre político piauiense , que foi Prefeito de Teresina, Deputado Estadual, Governador, Senador, Presidente do Congresso Nacional e Ministro da Justiça. O Aeroporto de Teresina/Senador Petrônio Portella passou por pequenas reformas em 1998/1999 - climatização, reordenação da área comercial, ampliação da área de check-in - até a configuração atual, porém sua estrutura já não atende à demanda atual, que já chegou ao dobro de sua capacidade em 2009. A Infraero pretende construir um novo terminal de passageiros nos próximos anos. A pista de pouso e decolagem foi construída na década de 60, com 1800 m x 45 m, ampliada em 1978 para 2.200 m x 45 m. Em 1983 o pátio foi ampliado e reforçado para atender aeronave do tipo . Em 2000/2001 a pista passou por um processo completo de recapeamento, além da construção de uma moderna torre de controle para o aeroporto.[?]

O estado do Piauí é muito rico em manifestações culturais. Como o estado é relativamente grande, havendo vários tipos de clima, vegetação e relevo, é comum a variedade de culturas conforme o local. As manifestações mais comuns no Piauí são: , Cavalo Piancó, Congada, Samba de Cumbucaoda de São Gonçalo, Reisado, entre outros.[?]

Esportes[ | ]

O , ou simplesmente Albertão, é um dos maiores de do . Inaugurado em 1973, localiza-se na cidade de . Tinha capacidade para 60.000 torcedores quando inaugurado. Segundo o CNEF (Cadastro Nacional de Estádios de Futebol) de 15 de setembro de 2009 tem uma capacidade atual para 44.200 pessoas. Possui uma infraestrutura completa para futebol, atletismo e transmissão de jogos por rádio e TV.[?]

Solicitado pelo governo do Estado, representado por Alberto Silva, o projeto foi feito por uma equipe da empresa SEEBLA – Engenharia de Projetos, que tinha firma fora do Estado. Para acompanhar a obra foram convidados alguns arquitetos, residentes em Teresina, portadores de certo status na cidade, como o arquiteto carioca Antônio Luiz, responsável pelas obras modernas mais significativas da capital Piauiense. Com ele estavam também os arquitetos Raul de Lagos Cirne e Francisco Abel de Magalhães Ferreira. O Estádio Albertão tem imensa importância no futebol do estado do Piauí por ser o único estádio de grande porte do estado.[?]

Notas

  1. Excluindo-se a região em litígio com o Ceará, que tem 2 977,4 km²

Referências

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